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Usuários da internet são tão diversos online como offline. Pessoas de culturas diferentes tem motivações e necessidades próprias quando acessam a rede, mas, na prática, o “internauta” é tratado pelo mercado como um ser genérico que só se diferencia pela competência técnica.
Há anos empresas são pressionadas a participar da “revolução digital”. Elas investem em ambientes sociais pela promessa de usufruir da “colaboração nas redes”. Não refletem sobre a pertinência do projeto para seu público e, quando a iniciativa naufraga, escondem o resultado e tentam de novo.
As células fundamentais das sociedades são redes como as que constituem a internet. Há mais de um século a antropologia estuda pessoas em rede. Sua riqueza de abordagens e de técnicas permite enxergar além do óbvio para perceber as motivações invisíveis de cada cultura.
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